quarta-feira, 24 de abril de 2013

De Onde Veio a Expressão: " Louco Como um Chapeleiro"?



"Louco como um chapeleiro" é uma expressão usada para referir-se a pessoas loucas. Entre os séculos XVIII e XIX, mercúrio era usado na fabricação de feltro, feito de pele de coelho, que era usado para manufaturar os chapéus da época. 

As pessoas que trabalhavam nessas fábricas, eram expostas diariamente a vapores de nitrato de mercúrio, que é extremamente tóxico. O nitrato era inalado e também absorvido pela pele. Além de danos aos pulmões, os vapores causavam danos cerebrais.

Muitos dos trabalhadores que eram afetados, desenvolvia formas de demencia. Eles sofriam de severas convulsões, paralisias, perdiam a memória, e se tornavam mentalmente desorientados. Daí veio a expressão que se tornou uma forma popular de se referir a pessoas insanas.

Johnny Dep como o Chapeleiro Louco

Lewis Carroll escreveu "Alice no País das Maravilhas" em 1865. A história revolve-se em uma menina que cai em um buraco de coelho e entra num mundo de fantasia. Um dos personagens é o chapeleiro. Ele é tratado como o chapeleiro louco, porém, Carroll nunca se referiu a seu personagem dessa forma.

A expressão "louco como um chapeleiro" precede a obra do autor. Mas Lewis Carroll conhecia a expressão e no capitulo 7 do livro, ele festeja "A Mad Tea-Party" ("Um Chá de Loucos").


quarta-feira, 10 de abril de 2013

Definição de Casquete


Casquete é um termo empregado, desde o final do século XIX, para designar um chapéu sem abas, de formato redondo ou oval, com as laterais retas e a copa baixa e achatada (ou levemente convexa). O chapeuzinho é normalmente adornado por plumas, laços e/ou tule. De origem militar e do vestuário masculino, ele tornou-se comum mais tarde como adereço feminino de cabeça. Utilizados também por noivas, o pequeno chapéu é associado ao luxo e ao glamour dos anos 20, 30 e 40.

Chapéu Sarah Bernhardt

Nos dias atuas, mulheres que aderiram as modas retro e pin up, ainda o utilizam, o que deixa o estilo ainda mais característico. Então, podemos dizer, que nossos pequeninos chapeuzinhos são casquetes, apesar desse não ser nosso termo favorito. Então, usem e abusem deles, seja para eventos especiais, ou apenas para dar um toque especial e exclusivo ao sue visual, ou seja qualquer ocasião. Especialmente, se você é super romântica e ama um vizu ultra feminino.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mr. John, o Grande Chapeleiro de Hollywood


Mr. John (John P. John, 1902-1993) talvez tenha sido o maior gênio da chapelaria cinematográfica, capaz de evocar traços de personalidade e temperamento, de proporcionar foco e drama, como também uma textura cinematográfica sedutora.

Provavelmente, o mais icônico de seus chapéus seja o usado por Lili, o papel de Marlene Dietrich, em "O Expresso de Xangai" (1932). Quando Marlene aparece pela primeira vez, ela está na estação ferroviária, e seu adorável cloche, revestido de plumas negras e com um severo véu, é quem rouba a cena.

Marlene Dietrich, como Lili, em "O Expresso de Xangai", de 1932


A forma dura e lustrosa do chapéu e o véu, como um visor, sugerem de imediato a independência, a indiferença e a enigmática personalidade da personagem de Dietrich. Mas não é só isso. Assim que o filme "entra" no trem, os significados do chapéu evoluem, revelando a tremula vulnerabilidade de Lili.

Mr. John continuou a criar  chapéus para Hollywood durante mais quatro décadas, mais notadamente para Vivien Leigh em "E o Vento Levou" (1939), gerando assim, uma afetuosa clientela para seu bem-sucedido negócio em Nova Iorque, estabelecido em 1948.

terça-feira, 5 de março de 2013

Behida Dolic, Milliner


Behida Dolic nasceu em um pequena vila ao norte da Bósnia em 1982. Behida foi criada entre artesãos. Uma comunidade variada, formada por marceneiros, costureiras, mestres em tapeçaria. Foi lá onde Behida iniciou-se em sua arte, onde aprimorou suas habilidades.
Depois da guerra da Bósnia, mais ou menos em 1996, a milliner mudou-se para os Estados Unidos. No ano 2000, ela viajou para Florença, Itália, para estudar belas artes. Nesse período, a jovem Behida descobriu e se apaixonou pela moda americana da vira do século XX.

Behida Dolic em seu atelier, em São Francisco

Foi a partir de então, que Behida começou a fazer, à mão, chapéus cloche. Em 2003, Behida volta para os Estados Unidos e se estabelece em São Francisco, para terminar sua formação no San Francisco Art Institute. Desde então, a milliner faz os mais lindos cloches drapeados feitos à mão. Certamente, uma de minhas designers contemporâneas favoritas!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Os Chapéus e o Cinema



O chapéu, como nenhum outro item do vestuário, tem o poder de transformar o indivíduo. Ele pode mesclar-se com o seu usuário e com a identidade deste de forma extraordinária, um acentuando o outro.

Por isso, figurinistas usam e abusam do acessório na construção de personagens, sejam eles de teatro, televisão ou cinema. A indústria do entretenimento explorou a moda para criar glamour e espetáculo, enquanto a moda usou para gerar desejo.


Alguns chapéus se tornaram símbolos icônicos de personagens, assim como de determinadas geraçãoes.


Em 1939, o designer Gilbert Adrian criou chapéus inesquecíveis para o filme "As Mulheres". Com um elenco integrado exclusivamente por mulheres, Adrian apresentou uma gama de chapéus, do clássico ao bizarro.


Chapéus de Gilbert Adrian, para o filme "As Mulheres", de 1939.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Um Gostinho da Nova Coleção ♥


Geeeeeeeeeente!!!

Natalia Klein, de "Adorável Psicose", arrasando
com um modelo novo de nossos chapéus!
Um gostinho da nova coleção. ♥

Chapéu  Betty Lou Spence

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Chapeuzinho Vermelho



É engraçado a historinha infantil se chamar "Chapeuzinho Vermelho", se na verdade, nem uma só vez, a personagem "Chapeuzinho Vermelho" usa um chapéu!!!

Não entendo, realmente!!!
É um capuz, horas...


Esse é o nosso chapeuzinho vermelho:


Chapéu Audrey Hepburn